Prática textual I

Escrita Criativa

com Valesca de Assis

21/03 e 04/07

Segundas-feiras – Horário: de 16h30 a 18h30 - Carga horária: 32h

O Curso visa promover práticas de uma “arqueologia interior” com vistas à descoberta de potencialidades para a escrita criativa, ainda que sob camadas de sedimentos acumulados pela ação da família, escola, socialização e barreiras de toda ordem. Concomitantes a isso, análises das produções textuais – do aluno e de outros autores – proporcionarão contatos com as boas ferramentas e métodos da escrita: a verossimilhança, o diálogo, as vozes narrativas, os personagens, o espaço, o tempo, sempre na busca de uma voz literária própria.

O público-alvo e as particularidades do curso

Eis uma situação bastante comum: solicitam-nos um texto criativo, algo fora dos clichês, e nos sentimos totalmente bloqueados, embora nossa imaginação pareça fervilhar.

Acontece que expor ideias fora dos padrões é uma ousadia, uma espécie de desnudamento, e o desnudamento não é para quem aprendeu, desde jardim da infância, a pintar a maçã direitinho, nem um só tracinho  fugindo ao contorno pré-estabelecido.

Não terá sido por razão muito diversa que uma paciente de psicanálise, citada por Alice Miller, descreveu assim os seus dias infantis (que continuavam iguais, na idade adulta): Eu vivia numa casa de vidro, onde minha mãe podia sempre olhar. Todavia, numa casa de vidro, você não pode ocultar nada sem ser percebido, a não ser que você esconda enterrando; e, aí, nem você pode ver o que escondeu.

A proposta de nossa Prática é criar pontes entre o que está aprisionado em alguém e a ação libertadora de escrever; é favorecer insights, é oportunizar a redescoberta do continente original que é cada um dos participantes.

Para tanto, faremos uso de técnicas e exercícios buscados em autores nacionais e estrangeiros - todos com sérias e largas trajetórias –  e adaptados a cada situação concreta

No decorrer dos encontros, os envolvidos – cada um em seu tempo e grau – vislumbrarão o caminho que leva ao fascinante mundo da Literatura. E nele, seja como escritor, seja com um leitor mais qualificado, o resultado final será sempre positivo.

Exemplos

Como se sabe, o subtexto, o não-dito é um elemento básico da Literatura (maiúscula, assim mesmo!). Quando dizemos demais, subestimamos o leitor; quando dizemos de menos, acabamos por superestimá-lo. Além do mais, no âmbito psicológico é um elemento de adesão do leitor, pois ele entra na história com suas experiências e expectativas.
Certa vez, tive a ocasião de realizar pequeno curso com Marina Colasanti, grande escritora brasileira. Ela disse o que, para mim, na época, foi uma revelação: as piadas, as anedotas são as narrativas que mais subtexto apresentam. Por isso, só os inteligentes e bons leitores compreendem uma piada...

O que alcançar, através da articulação de módulos práticos e teóricos

  • A descoberta de suas potencialidades criativas.

  • Reconhecimento sua voz literária.

  • A incorporação e aplicação das ferramentas e métodos da escrita.

  • Criação de textos com determinados objetivos.

  • Mostrar-se capaz de criar livremente, com voz própria.

Programa:

Bloco 1 – O público-alvo e as particularidades do curso. Exemplos e primeiros exercícios.

Bloco 2 – Experimentando a arqueologia interior: em busca da brasa que ainda queima/arde.

Bloco 3 – Libertando-se dos clichês / lugares-comuns. A verossimilhança.

Bloco 4 – Ousando mais: operando com o improvável, com o quase-impossível.

Bloco 5 – Quando o menos é mais. A difícil simplicidade. A leitura crítica.

Bloco 6 – O repouso do texto. O despertar: retomada, sempre, em busca da perfeição possível.

Bloco 7 – Descobrindo o narrador: é ele que conta por nós.

Bloco 8 – Construindo um personagem em 3D: o exemplo de Mario Vargas Llosa.

Bloco 9 -  O diálogo: como e quando usá-lo.

Bloco 10 – Uma revisão: conseguimos encontrar nossa voz literária?

Orientadora:

Valesca de Assis

Graduada em Filosofia pela  UFRGS e especialista em CIÊNCIAS DA EDUCACÃO pela mesma Universidade. Estreou na Literatura em 1990, com A valsa da medusa. A seguir, teve publicados A colheita dos dias, O livro das generosidades, Harmonia das esferas, Todos os meses, Diciodiário, Um dia de Gato, Vão pensar que estamos fugindo, A ponta do silêncio, Bichos e Coleções, Caderno de Histórias. Prêmios mais importantes: Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) 2000: revelação de autor, Prêmio Especial do Júri da União Brasileira de Escritores, 2000; Prêmio Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores 2003/ Crônica; Troféu Palavra Viva/2010/ Sintrajufe-RS; Prêmio AGEs/ Livro do Ano: Infantil/2011; Prêmio Ages Livro do Ano 2017/ Narrativa longa. A colheita dos dias foi editada em Portugal, em 2014, pela Editora Abysmo, de PATRONA da 63ª FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE, em 1917.

Bibliografia Básica

  • BONIFÁS, Cécile et ONZE, Sébastien – Écrire sa vie. França: MANGO, 2008

  • GOLDBERG, Nathalie – Escrevendo com a alma. São Paulo: Martins Fontes, 2008

  • SENA-LINO, Pedro – A minha vida num livro. Portugal: Porto Editora, 2010

  • VARGAS-LLOSA – Cartas a um jovem escritor. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006

 

Outras obras serão vistas, de acordo com os primeiros resultados.

As obras acima não precisam ser compradas.     

 
 

Poesia

com Jorge Amaral

21/03 a 04/07

Segundas-feiras – Horário: de 19h30 a 21h30 - | Carga horária: 32h

O curso pretende aproximar os alunos do universo da poesia, alternando teoria e  prática poética, exercitando simultaneamente a sensibilidade do olhar e da escuta - por meio da leitura - , e da escrita - por meio do fazer poético e do entendimento dos seus elementos constituintes, como, por exemplo, as imagens, as metáforas, o ritmo, a metrificação.
 

Ao mesmo tempo em que os alunos conhecerão as transformações da poesia através dos tempos, desde a antiguidade clássica até a poesia contemporânea, também serão levados a refletir sobre a conexão do poeta com o mundo, assim como a sua particular relação com a palavra. O objetivo é construir com os alunos noções favoráveis à apreciação estética, e também estimular a criatividade e a escrita de poemas.

Tópicos abordados

1) A poesia através dos tempos
2) O poema e seus elementos
3) Liberdade e formas fixas
4) Os limites entre Poesia e Prosa
5)O poeta e o mundo
6) O poeta e a palavra
7) Poesia visual
8) A Poesia e outras forma artísticas

Orientador:

Jorge Amaral

Formado em Letras (UFF), mestre e doutor em Literatura Brasileira (UFRJ).  Pesquisador da obra de Arnaldo Antunes, da poesia concreta e da palavra cantada. É também pesquisador da literatura brasileira ligada às questões raciais.
Ministra cursos de Poesia Visual e Contemporânea.
Graduado em Composição pelo Conservatório Brasileiro de Música, é compositor de música erudita experimental e eletroacústica.
É Professor do Conservatório Brasileiro de Música.

Bibliografia Básica

  • ANTUNES, Arnaldo.  40 escritos. Organizado por João Bandeira. São Paulo: Iluminuras, 2000.

  • ARISTÓTELES. Poética. São Paulo: Editora 34, 2015.

  • BANDEIRA, Manuel. “A versificação em Língua Portuguesa”. In: _________Seleta em prosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.

  • BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. 8 ed. São Paulo: Hucitec, 1997.

  • BILAC, Olavo; PASSOS, Guimaraens. Tratado de versificação. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1905.

  • CAMPOS, Augusto. Verso reverso controverso. 2 ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1988.

  • CAMPOS, A.; PIGNATARI, D.; CAMPOS, H. Mallarmé. 3 ed. São Paulo: Perspectiva, 1991.
    __________.; __________.; __________. Teoria da poesia concreta – textos e manifestos 1950-1960. 4 ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2006.

  • C NDIDO, Antônio. Estudo analítico do poema. 3ª ed. São Paulo: USP, 1996.

  • CÍCERO, Antônio. Finalidades em fim. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

  • JAKOBSON. O que fazem os poetas com as palavras. Colóquio/Letras, n. 12. Lisboa, 1973

  • LYRA, Pedro. Conceito de poesia. São Paulo: Ática, 1986.

  • MENEZES, Philadelpho. Poética e visualidade: uma trajetória da poesia brasileira contemporânea. Campinas: Ed. Unicampi, 1991.

  • POUND, Erza. ABC da literatura. Tradução por Augusto de Campos de José Paulo Paes. 3. ed. São Paulo: Cultrix. 1976.

  • SECCHIN, Antonio Carlos. Percursos da poesia brasileira: Do século XVIII ao século XXI. Belo Horizonte: Autêntica, 2018.

  • WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. In: Os pensadores. Tradução de José Carlos Bruni. Seleção de textos por Pablo Rubén Mariconda. São Paulo: Nova Cultural, 1989.

Romance

com Claudia Lage

07/04 a 28/07

Quintas-feiras – Horário: de 19h30 a 21h30 - Carga horária: 32h

O curso pretende mergulhar no processo criativo da prosa de ficção, interagindo com a teoria e a prática do romance. Os alunos entrarão em contato com a trajetória histórica do romance, entendendo as principais noções do romance tradicional, moderno, pós-moderno e contemporâneo, assim como farão a leitura de ensaios de referência a respeito desse gênero, ao mesmo tempo em que darão os primeiros passos na escrita do romance. Na prática, trabalharemos os fundamentos de enredo, personagens, entre outros aspectos da narrativa, de acordo com os capítulos apresentados pelos alunos. A busca da voz narrativa pessoal é um dos principais objetivos do curso, que dá particular atenção ao estilo e ao universo temático de cada aluno-escritor.


A proposta é entrar em contato com os principais elementos da ficção e a  sua articulação dentro de um romance, como personagens, enredo, espaço, tempo, ritmo, narrador e tema. O foco é o aprimoramento e a construção do campo ficcional. Como se estrutura uma ideia? Como se desenvolve os personagens? Como se escolhe o narrador e o ponto de vista? A partir dessas questões, serão feitas leituras de referências, de ficção e não-ficção, além da conversa sobre os projetos de cada aluno e das leituras de seus textos.

Programa:

  • O romance através dos tempos: romance tradicional, moderno, pós-moderno e contemporâneo

  • A narrativa e seus elementos.

  • A construção do universo ficcional.

  • Linguagem descritiva, informativa, narrativa.

  • Coerência, imaginação e lógica interna da ficção.

Orientadora:

Claudia Lage

Claudia Lage nasceu no Rio de Janeiro, é escritora e roteirista. Formada em Teatro pela UNIRIO, em Letras pela UFF e mestre em Literatura pela PUC-Rio, é autora do livro de contos A pequena morte e outras naturezas e do romance Mundos de Eufrásia, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2010. Em 2013, lançou o livro Labirinto da palavra, com ensaios-crônicas sobre literatura e criação literária, que, em 2014, recebeu o Prêmio de Literatura de Brasília e foi finalista do Prêmio Portugal Telecom. Como roteirista, trabalhou na TV Globo e na Conspiração Filmes, entre outras produtoras. Autora da telenovela Lado a Lado – Prêmio Emmy Internacional 2013.Ministra cursos de roteiro e criação literária no Rio de Janeiro.

Bibliografia Básica

  • A arte do romance – Milan Kundera

  • Ensaios sobre literatura – George Lucács

  • A ficção moderna – Virginia Woolf

  • Poética de romance – Matéria de carpintaria, de Autran Dourado

  • A Personagem de Ficção - de Antonio Candido, Anatol Rosenfeld e Décio de Almeida Prado

  • Formas Breves - Ricardo Piglia

  • A teoria do túnel – Julio Cortázar

  • A ficção como cesto – Ursula K. Le Guin

  • A descoberta do mundo – Clarice Lispector

  • O foco narrativo – Ligia Chiappini Moraes

  • A personagem – Beth Brait

  • Carta as escritoras do terceiro mundo – Gloria Anzaldua

  • O narrador. Walter Benjamin.

  • Cartas exemplares – Gustave Flaubert

  • Teoria, crítica e criação literária: O escritor e seus múltiplos – Evelina Hoisel.

  • Escrever – Marguerite Duras

  • A origem dos outros – Toni Morrison

 

 

Oficina do conto

com Luís Roberto Amabile

22/03 a 05/07

Terças-feiras – Horário: de 19h30 a 21h30 - Carga horária: 32h

O curso realizará um percurso histórico da poética do gênero, assim como propostas de criação e discussão de textos dos participantes. Dessa maneira, busca-se alcançar a compreensão dos fundamentos da escrita de contos e o domínio no uso de elementos e estratégias narrativas. 

Cronograma dos encontros

1. Apresentação do programa e da turma. Primeiras discussões. O que é conto? 

2. A unidade de efeito: Edgar Allan Poe. 

3. Uma nova camada de vida: Tchekhov 

4. Oficina. 

5. O nocaute. Julio Cortázar. Lucia Berlin. 

6. A epifania. Clarice Lispector. João Carrascoza. 

7. Sobre icebergs e outras pedras ocultas. 

8. Oficina. 

9. Elucubrações oníricas. Samanta Schweblin e Natalia Borges Polesso. 

10. Monstros interiores: Mariana Enriquez e Maria Fernanda Ampuero. 

11. O conto a partir de outro conto. Lygia Fagundes Telles e Daniel Galera. 

12. Oficina. 

13. Rumo à novela: Jhumpa Lahin e Alice Munro. 

14. O conto de não ficção e a escrevivência. Truman Capote e Conceição Evaristo. 

15. Oficina. 

16. Conversa com um escritor. 

Orientador:

Luís Roberto Amabile

Em breve

Bibliografia (os textos usados em aula serão disponibilizados pelo professor) 

  • ABDALA JUNIOR, Benjamin e CAMPEDELLI, Samira Youssef. Clarice Lispector – Literatura comentada. São Paulo: Abril, 1981. 

  • AIRA, César. Pequeno manual de procedimentos. Curitiba: Arte e Letra, 2007. 

  • AMPUERO, Maria Fernanda. Rinha de galos. Tradução de Silvia Massimini Felix. Belo Horizonte: Moinhos, 2021. 

  • BERLIN, Lúcia. Manual da faxineira. Tradução de Sônia Moreira. São Paulo: Companhia das Letras, 2017. 

  • BITTENCOURT, Gilda Neves. Retratos do conto. Curitiba: Appris, 2019 

  • CARRASCOZA, JOÃO. Aquela água toda. São Paulo. Cosac Naify, 2012. 

  • CORTÁZAR, Julio. Valise de cronópio. São Paulo: Perspectiva, 1993. 

  • ENRIQUEZ, Mariana. As coisas que perdemos no fogo. Tradução de José Geraldo Couto. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2017. 

  • EVARISTO, Conceição. Olhos d’ Água. Rio de Janeiro: Pallas Biblioteca Nacional, 2016. 

  • GALERA, Daniel. Dentes guardados. Porto Alegre: Livros do mal, 2001. 

  • HEMINGWAY, Ernest. Death in the afternoon. Londres: Vintage, 2000. 

  • HEMINGWAY, Ernest. Contos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1997 

  • LAHIN, Jhumpa. Intérprete de males. Tradução de Paulo Henriques Britto. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. 

  • LISPECTOR, Clarice. A via crucis do corpo. São Paulo: Rocco, 1998. 

  • LISPECTOR, Clarice. Laços de família. São Paulo: Rocco, 1998. 

  • Mendes e Milton Amado. São Paulo: Globo, 1999. 

  • MORICONI, Italo. Os cem melhores contos brasileiros do século. São Paulo: Objetiva. 2009. PROSE, Francine. Para ler como um escritor. Rio: de Janeiro: Jorge Zahar, 2008. 

  • MUNRO, Alice. Felicidade demais. Trad. Alexandre Barbosa de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. 

  • MUNRO, Alice. Vida querida. Tradução de Caetano W. Galindo. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. 

  • PIGLIA, Ricardo. O Laboratório do Escritor. Tradução de Josely Vianna Baptista. São Paulo: Iluminuras, 1994. 

  • POE, Edgar Allan. A Filosofia da composição. Poemas e ensaios. Tradução de Oscar 

  • POLESSO, Natalia Borges. Recortes para álbum de fotografia sem gente. Caxias do Sul: Modelo de nuvem, 2013. 

  • SCHWEBLIN, Samanta. Pássaros na boca. Tradução de Joca Reiners Terron. São Paulo: Benvirá, 2012. 

  • TCHEKHOV, Anton. A dama do cachorrinho e outras histórias. Porto Alegre: L&PM: 2099. 

  • TCHEKHOV, Anton. Carta para uma poética. São Paulo: Edusp, 1995. 

  • TCHEKOV. Anton. Sem trama e sem final: 99 conselhos de escrita. São Paulo: Martins Fontes. 2007. 

  • TELLES, Lygia Fagundes. Os contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. 

 

Oficina da crônica

com Felipe Pena

07/04 a 28/07 

Quintas-feiras – Horário: de 20h a 22h - Carga horária: 32h

O curso está dividido em duas partes. Na primeira, envereda pela História da crônica no Brasil, com o estudo de autores de cada uma das três fases propostas. Na segunda, o orientador propões aos alunos a produção de crônicas com pseudônimos para serem publicadas em um blog da Estação das letras. Durante a semana, a aula continua de forma assíncrona, com as críticas aos textos publicadas nos comentários também sob pseudônimos.

Programa:

1. História da crônica no Brasil. Os fundadores (1852 a 1897): José de Alencar, Machado de Assis e Francisco Otaviano. A Belle Époque (1897 a 1922): João do Rio, Olavo Bilac e Lima Barreto. Os modernistas (1922 a 1945): Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Drummond e Cecília Meireles. Os sabiás (1945 a 1972): Rubem Braga, Vinícius de Moraes, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, Sergio Porto e José Carlos Oliveira. Os Contemporâneos (1972 até os dias atuais): autores diversos. 

2. A crônica como gênero literário: conceitos, teorizações, sistematizações críticas. 

3. A crônica como gênero jornalístico: conceitos, teorizações, autores. 4. A prática da escrita no blog.

Orientador:

Felipe Pena

Jornalista, escritor e psicólogo. Autor de 16 livros, incluindo três romances e duas coletâneas de crônicas, é doutor em literatura pela PUC-Rio, com pós-doutorado pela Sorbonne III, em Paris. Atua como professor universitário de escrita criativa e linguagem jornalística desde 1999. Foi duas vezes finalista do prêmio Jabuti nas categorias biografia e comunicação, diretor da TV Globo e comentarista do Estúdio I, na Globonews.

Bibliografia Básica

  • ANDRADE, Carlos Drummond de; et al. Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005.

  • ARRIGUCCI JUNIOR, Davi. “Fragmentos sobre crônica”, in: Enigma e comentários. SP: Companhia das Letras, 1987.

  • CANDIDO, Antonio. “A vida ao rés do chão”, in: Para gostar de ler – Crônicas 5. São Paulo: Ática, 1981.

  • CEGALLA, D. P. A crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. Campinas: Editora da Unicamp/Rio de Janeiro: Fundação Casa Rui Barbosa, 1992.

  • MACHADO, Anna Rachel e colabs.; ABREU-TARDELLI, Lília Santos e CRISTOVÃO, Vera Lúcia Lopes (orgs.). Linguagem e educação – O ensino e a aprendizagem de gêneros textuais. Campinas: Mercado das Letras, 2009.

  • MASSI, Augusto. Os Sabiás da crônica. Ed. Autêntica. SP. 2021

  • PENA, Felipe. Jornalismo Literário. Ed. Contexto. SP. 2005

  • PENA, Felipe. Crônicas do Golpe. Ed. Record. RJ. 2017.

  • PEREIRA, W. J. O. . Crônica: a arte do útil e do fútil. João Pessoa: Editora da UFPB, 2015.

  • SANTOS, Joaquim Ferreira dos. As 100 melhores crônicas brasileiras. RJ. Ed. Objetiva. 2007.

 

Literatura para crianças e jovens

com Marcia Cristina Silva

04/04 a 18/07

Segundas-feiras – Horário: de 19h30 a 21h30 - Carga horária: 32h

Este curso tem por objetivo apresentar a literatura infantojuvenil através da prática de exercícios de textos e reflexões sobre o tema e a linguagem. Desde a pergunta inicial: “existe uma literatura específica para crianças e jovens?” pretende-se trabalhar algumas características próprias  do gênero entrelaçando o estudo dos textos junto com as imagens.  Em cada aula será pedido que o aluno apresente um pequeno texto escrito em casa.

Programa:

Mês 1: O que é literatura infantojuvenil? De Lobato até a literatura contemporânea. Discussão sobre juízo de valor e a didatização da linguagem nos livros para a infância.
Mês 2: O lúdico e o lírico na literatura infantojuvenil. O brincar como parte da linguagem.Vamos analisar  como se perfaz o jogo poético no texto e na sua relação com as ilustrações.
Mês 3: Como criar um personagem? E como os personagens se relacionam entre si na construção da narrativa?  Estudo da estrutura das histórias.
Mês  4: Laboratório em grupo- discussão dos textos apresentados e revisados após as discussões durante o curso. Apresentação de um projeto para futuro desenvolvimento.

Orientadora:

Marcia Cristina Silva

Doutora em literatura brasileira pela UFRJ com a tese Retratos da infância na poesia brasileira publicada pela editora Unicamp em 2017. Autora dos livros infantis: O colecionador de segredos (Editora Brinque-book, 2004), Violeta (Editora DCL, 2006), Olhos de violino (Editora FTD, 2008), O lugar do meu amigo ( Escarlate- Brinquebook, 2021).  Vencedora do Prêmio CEPE 2021 na categoria infantil.  Pós- doutorado na PUC do Rio de Janeiro sobre a poética dos livros para a infância concluído em 2021.

Bibliografia Básica

1. AGAMBEN, Giorgio. Infância e história. Trad. Henrique Burigo. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2008.
2.  BARROS, Manoel de. Memórias inventadas: a infância. São Paulo: Paneta, 2003.
3.  CARRIÓN, Ulises. El arte nuevo de hacer libros. In: El arte de los libros de artista. Madri/ Nova York: Turner/ Distributed Art Publishers, 2003.
4. CARROL, Lewis. KUSAMA Yayoi. Aventuras de Alice no país das maravilhas Rio de Janeiro : Ed. Globo 2014.
5. COHEN, Thiago, TANTO- criações compartilhadas & MACHADO, Neto. Pequena coleção de insignificâncias.  Bahia: Conexões criativas, 2019
6. DERDYK, Edith. Entre ser um e ser mil- o objeto livro e suas poéticas. São Paulo: Editora Senac, 2013.
7. FREITAS, Tino e MORICONI, Renato. Os invisíveis. Rio de Janeiro: Casa da palavra, 2013
8. HUIZINGA, Johan. Homo ludens. São Paulo: Perspectiva, 2004.
9. HUNT, Peter. Crítica, Teoria e Literatura Infantil. São Paulo: Cosac Naify, 2010.
10. JEFFERS, Oliver.  O coração e a garrafa. São Paulo: Salamandra 2010.   
11. LIAO, Jimmy. Uma noite muito, muito estrelada. São Paulo: Edições SM, 2016.
12. LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho. São Paulo: Cia da letrinhas, 2019.
13. KOMAGATA, Katsumi.  Little tree/ Petit arbre . França: Coédition One Stroke, 2009.
14.  LEE, Suzy. Espelho. São Paulo: Cosac Naify 2003.
15. ____. A trilogia da margem. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
16. LINDEN, Sophie Van der. Para ler o livro ilustrado. São Paulo: Cosac Naify, 2011.
17. MORAES, Odilon, HANNING, Rona e PARAGUASSU Maurício. Traço e Prosa. São Paulo: Cosac Naify, 2011.
18. NEVES, André. Obrigado. São Paulo: Pulo do Gato, 2020.45.
20. NODELMAN, Perry. Words about pictures: The Narrative Art of Children's Picture Books. Georgia: University of Georgia Press, 1990.
21. PAES, José Paulo. Poemas para brincar. 2ª- ed. São Paulo: Ática, 1991.
23. RAMPAZO Alexandre. Pinóquio- o livro das pequenas verdades São Paulo: Boitatá-2019.
24. RODARI, Giani. A gramática da fantasia. São Paulo: Summus, 1982.